Insegurança, a fiel companheira.

Uma coisa que todo fotógrafo precisa aprender é que a insegurança será sua fiel companheira para o resto da sua vida profissional. Pelo menos dos que se cobram pelo melhor trabalho.

Eu sempre tive aquele frio na barriga antes de grandes trabalhos, e, no começo de carreira era pior ainda. Ficava noites sem dormir quando ia ter que fazer algum trabalho que eu nem sabia qual iluminação eu iria usar.

Um grande amigo e ex-fotógrafo Fernando Giomo, teve que me aguentar muito tempo perguntando de véspera, desesperado ao mostrar referencias que o cliente havia me passado: que luz ele usou aqui? E aqui?

Obviamente não ia ficar 100% igual. Até por que, se ficasse ia ser plágio. Mas no final, acaba tudo dando certo. Eu até já comentei em um post anterior, mas não custa repetir: tenha calma, no final, tudo dá certo.

Para ser bem honesto eu ainda tenho minhas inseguranças, dúvidas e amarguras, como por exemplo, sair de um ensaio se achando o pior fotógrafo do mundo, achando que ficou tudo uma merda e que eu ainda não sei nada de fotografia. Isso acontece. E muito. Mas aí, você chega em casa com calma, olha as fotos e percebe que na realidade era muito mais um estado de espírito seu por estar cansado ou estressado durante o shooting do que necessariamente ter feito um mal serviço.

Só comecei a “desencanar” da insegurança quando li o livro do Bob Wolfenson, Cartas a um jovem fotógrafo. Que por sinal é um ótimo livro! Nele, Bob conta seu começo de carreira além de todos os sentimentos que fotógrafos que estão começando têm. Na hora que li que até Bob Wolfenson sente-se inseguro as vezes, liguei o foda-se.

Portanto, conforme-se, a insegurança sempre vai te acompanhar.

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