Edição de imagens

Nem sempre as pessoas sabem, mas quem escolhe as fotos que serão estampadas em uma revista, na grande maioria das vezes (salvo raríssimas excessões) são os diretores de arte.

Um diretor de arte é um dos responsáveis, juntamente com os designers, por fazer a arte das matérias, decidir qual fotógrafo vai para qual pauta, pensar em como cada foto deve ser feita (pelo menos uma idéia) - alguns inclusive, já falam até a pose que querem a foto (particularmente não gosto disso) - enfim, é a pessoa que resolve (praticamente) sozinha toda a parte gráfica da revista.

Eu sempre sugiro, para a pessoa que está entrando no mercado editorial, que procure o diretor de arte que acredita no seu trabalho e tente ao máximo mostrar todo seu potencial para ele. Diretores de arte são uma comunidade secreta que convive junto e se conhecem (mesmo de editoras diferentes) e costumam indicar fotógrafos uns aos outros.

Um diretor de arte bom pode (na minha opinião) tanto elevar quando diminuir o impacto de uma foto. Digo isso no sentido que, dependendo da arte que ele fizer, sua foto fodona pode acabar parecendo horrorosa e uma foto não tão boa, pode parecer boa por causa da arte e contexto em que foi inserida. 

Como disse anteriormente, o diretor de arte é quem decide quais fotos entrarão em uma matéria ou não. Então funciona assim: ele(a) me envia um email com a pauta que devo fotografar, eu vou, faço as fotos e depois faço uma pré-seleção do que eu mais gostei e envio em baixa resolução para ele(a). Essa é a parte mais crítica do trabalho, pois, NUNCA mande o que você não acha que seja bom para o diretor de arte.  Cada pessoa tem um gosto diferente, e, o que não é bom para você pode ser bom para ele e vice-versa. Feito isso ele seleciona e me solicita em alta resolução as imagens que vai usar na matéria.

Acima uma matéria que fiz para a revista Sexy no ano passado. Abaixo, as outras fotos que foram enviadas para o diretor de arte. Gosto muito do resultado final, e, apesar de eu gostar muito da foto do Nando Reis sentado a mesa, entendo que a opção dele no vidro tenha sido melhor para a pauta. E fotografia editorial é isso, desapego e surpresas. Muitas e na maior parte das vezes, boas, e algumas vezes não tanto.

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